Lucas Miyazaki (1994, vive em São Paulo) é escritor e dramaturgo, trabalhando na intersecção entre literatura e artes cênicas.
Autor dos livros Limpo (narrativa, 2026), Catálise (narrativa, 2022) e Elefantes (Vencedor do Prêmio Nascente). Também publicou trabalhos em em diversas coletâneas e revistas literárias: “Hashigakari” (Peixe-boi, 2021, Ricardo Domeneck org.), “Radio Silence” (Lisboa, Enfermaria 6, 2015), “História de como voltei ao seu lugar” (revista Modo de usar, 2014), dentre outras.
Fundou o grupo Dispêndio por meio do qual criou o trabalho What we are doing (2025) e What we will do (2026-presente), ambos com co-participação de artistas e produtores da Nova Zelândia. Escreveu e atuou no projeto Tríptico, composto das peças Ele, Não ela e Culpa. Tais peças ganharam o Prêmio Zé Renato 2023, pelo conjunto, e o Coelho de Ouro da Dramática Mix Brasil (2022), pela peça Ele.
Paralelamente, escreveu dramaturgias e atuou em performances de artistas como Janaína Leite, Marcio Abreu, Cia de Teatro Acidental, dentre outros.
É mestre em Estudos Comparados com a pesquisa “Narrativa em ato: literaturas performáticas na cena contemporânea” (Universidade de São Paulo, 2025); e pesquisador bolsista da École national d’art de Paris (2026-2027).

Pesquisa
Atuando na intersecção entre a literatura e as artes da cena, meus trabalhos investigam formas de produzir moradas existenciais, ainda que provisórias, instáveis e impossíveis. Parto sempre da escrita, buscando construir com a linguagem variações de casas, peles ou corpos, superfícies pelas quais possamos adentrar, habitar e experimentar formas de existir.
Nessa investigação, algumas temáticas tornam-se recorrentes: sexualidade e masculinidade; o fracasso e a aporia como ponto de partida para criar lugares e formas de vida; o dispêndio como a energia propulsora oriunda da exterioridade.
Projetos em desenvolvimento
- Rebutô (obra sobre experiências de pertencimento a partir de corpos amarelos no Brasil e da estética do Butô – Proac 2026)
- What we will do (peça em co-produção neozelandesa – Experimental Dance Week Aotearoa 2026)
- Homem A/B (peça – dir. Alexandre Dal Farra)
- Caderno Rukah – projeto de narrativas em parceria com Helena Vieira: um podcast sobre literatura, e um estúdio de criação de narrativas.